Wagner descarta uso da Força Nacional em Salvador

Durante entrevista na Rádio Metrópole, governador comentou ataques e falou sobre as eleições de 2010

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Segurança pública e eleições de 2010. Estes foram os dois principais temas abordados durante a entrevista com o governador Jaques Wagner (PT), na manhã desta quarta-feira (9) no Jornal da Bahia no Ar, na Rádio Metrópole. Wagner descartou o uso da Força Nacional por causa dos seguidos ataques na cidade, comentou a saída do PMDB de seu governo e prometeu ser mais presente em Salvador no próximo ano.

Por aproximadamente uma hora o governador respondeu aos questionamentos de Mário Kertész e às perguntas dos ouvintes, que participaram por telefone ou enviando mensagens.

Wagner comparou a luta com o tráfico de drogas com uma guerra. Lembrou que a queima de ônibus e os ataques aos módulos policiais são uma reação ao combate do governo ao tráfico de drogas, principalmente com a transferência do traficante Cláudio Campanha para um presídio de segurança máxima no Mato Grosso do Sul. Mas, apesar dos atentatos que acontecem desde segunda-feira (7),  afirmou que há uma sensação de controle. “A manchete assusta mais do que o fato”, opinou.

O governador criticou ainda o tratamento da oposição ao tema e descartou inicialmente a convocação da Força Nacional para reforçar a segurança em Salvador. “Mas se tiver que fazer isso, não tenho nenhuma preocupação”.

Eleições 2010 – Durante a entrevista, Jaques Wagner comentou também a tentativa de reeleição no próximo ano. O governador lembrou as viagens que tem feito ao interior do Estado, as alianças que serão antecipadas, mas não lamentou a saída do PMDB do governo. “Foi bom para mim. É melhor um final trágico do que uma tragédia sem fim”, disse antes de reconhecer o apoio dos peemedebistas para sua eleição em 2006.

Já quanto ao relacionamento com o prefeito João Henrique (PMDB), o governador garantiu que, depois de algumas dificuldades, não há mais nenhum problema. “Minha relação com João Henrique é bastante normal. Minha conversa com ele é bastante direta”, disse.

Quando questionado sobre o motivo de não estar tão presente em Salvador, Wagner afirmou que não é “muito de estar pendurando melancia no pescoço”. Mas, citou obras como a Via Expressa, o Hospital do Subúrbio, as reformas nos estádio de Pituaçu e da Fonte Nova e a realização da Stock Car em Salvador para mostrar ações do governo estadual na capital baiana.

Foto: Tiago Nunes

Ouça abaixo trecho da entrevista com o governador Jaques Wagner. O arquivo completo está na seção Podcast do Portal da Metrópole



 
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