Arte das máscaras de Veneza inspira carnaval do interior da Bahia
Maragojipe, cidade no entorno da Baía de Todos-os-Santos, apresenta uma festa diferente
Distante 133 km de Salvador, a pequena Maragojipe, cidade situada no entorno da Baía de Todos-os-Santos, chama a atenção com um carnaval bem diferente do realizado na capital. Sem o barulho dos trios elétricos ou a agitação dos camarotes, a Festa de Momo realizada no Recôncavo reúne aspectos tradicionais dos antigos carnavais baianos com a beleza das máscaras da tradicional festa realizada em Veneza, na Itália.
Todos os anos, o principal palco da festa de Maragojipe é a praça central da acolhedora cidade do Recôncavo Baiano. Além das mascaras mais trabalhadas, que levam até seis meses para ficar prontas, há também os artefatos improvisados pelos moradores do local.
Por conta da importância cultural, a folia de Maragojipe foi considerada Patrimônio Imaterial da Bahia pela Secretaria da Cultura do Estado a partir de 2009. A festa que existe há mais de 100 anos recebeu influências de matrizes africanas e ibéricas por conta de suas máscaras, instrumentos musicais, alegorias, fantasias e danças típicas.
Durante os dias de festa, que ocorre paralelamente ao carnaval de Salvador, os foliões são animados por músicos de uma charanga, o Jegue-Trio, blocos puxados por carros de som e um minitrio. Uma das atrações deste ano é o artista baiano Waltinho Queiroz, que já compôs inúmeras canções de carnaval.
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