Conheça o que os candidatos ao Senado prometem fazer pela Bahia
Disputa acirrada em território baiano: são 11 candidatos para apenas duas vagas disponíveis
Para as 54 vagas do Senado que estarão na disputa nacional nas eleições de outubro há 268 candidatos. Trata-se de um grupo composto majoritariamente por homens (86%) que têm, em sua maioria entre 45 e 59 anos. Os casados são 59%. E a escolaridade dos candidatos é alta, a maior parte, 74% concluiu o ensino superior, sendo que três possuem apenas o ensino fundamental. Na Bahia, são 11 candidatos na disputa por apenas duas vagas.
Levantamento da agência Senado dá uma ideia geral sobre a disputa pelas vagas do Senado na eleição. Dois terços das vagas do Senado estarão em disputa, enquanto 27 senadores terão mais quatro anos de mandato, como o senador baiano João Durval Carneiro.
Há um contingente que disputará outros cargos eletivos: de 54 senadores, 31 vão concorrer à reeleição (é o caso de César Borges), 14 disputarão outros cargos e nove não participarão.
O Portal da Metrópole perguntou aos candidatos ao Senado o que poderão fazer pela Bahia, caso sejam eleitos. Veja as respostas:
Lídice da Mata (PSB)
Farei tudo para ajudar a Bahia. O Senado é a instância do legislativo que representa os interesses dos estados e Federação, é o fórum em que se discute a liberação de recursos para os grandes projetos estruturantes. Estarei no Senado para defender os projetos de desenvolvimento da Bahia. Serei uma aliada do governador Jaques Wagner e da presidente Dilma. Vou apoiar o projeto político que vem mudando o país nos últimos oito anos, ajudando a consolidar as políticas sociais voltadas para a população mais carente e também a mais vulnerável, como as crianças, os idosos, as pessoas com deficiência, as minorias étnicas, e as mulheres.
Como já faço na Câmara dos Deputados, vou apresentar projetos que contemplem às necessidades da mulher. No meu entendimento, a redistribuição dos recursos e riquezas produzidas pela sociedade passa pela superação da desigualdade social, que atinge as mulheres de maneira mais significativa. Por isso, meu trabalho tem como um dos focos principais a mulher: a mãe, a trabalhadora, a chefe de família, a saúde da mulher, o combate à violência doméstica, entre outros.
César Borges (PR)
A Bahia é minha prioridade. Quero dar continuidade ao trabalho que venho fazendo em defesa da Bahia no Congresso Nacional. Tenho atuado em questões importantes como, por exemplo, a prorrogação do contrato por mais cinco anos para garantir preço e oferta de energia para empresas eletrointensivas que, juntas, geram nove mil empregos diretos.
Tenho defendido os produtores de cacau do Sul da Bahia, tendo garantido a ampliação dos prazos e o abatimento no volume da dívida. Ao longo do meu mandato, venho ocupando todos os espaços, seja na tribuna do plenário seja nas comissões, para defender a Bahia.
Consegui a garantia de que a Bahia terá um campus avançado da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira. Relatei o Estatuto da Igualdade Racial, de autoria do senador Paulo Paim (PT). Um estatuto que impactará diretamente na vida do povo baiano, que é essencialmente afrodescendente. O meu objetivo é continuar lutando para trazer mais infraestrutura para o estado: portos, eroportos, ferrovias, estradas. O que faço, neste momento, é colocar o meu mandato, a minha atuação como senador, para a avaliação do povo.
Walter Pinheiro (PT)
A primeira coisa é estabelecer uma atuação no Senado que interligue os interesses da Bahia com as políticas implementadas pelo Governo Federal, trabalhando para que essa atuação possa chegar até onde as pessoas vivem. Outro ponto é trabalhar na defesa dos interesses dessas pessoas através da aprovação de projetos que possam atender, principalmente, a política de investimentos na Bahia. Colocando o nosso mandato como senador, assim como fizemos nos quatro mandatos como deputado federal, a serviço dos baianos e também do Brasil.
Aleluia (DEM)
Sinto-me triste com o caminho que o nosso Estado está trilhando. O desenvolvimento da Bahia, nos últimos anos, foi atravancado com um Governo ineficiente e incapaz no cumprimento de suas promessas de campanha. Hoje, o Governo se esconde em discussões sobre o passado, com menções a uma suposta "herança maldita" e similares.
Isto, em verdade, é uma máscara para driblar a sua incapacidade de discutir o presente e o futuro da Bahia. A minha intenção é olhar para o futuro; representar o nosso Estado no Senado Federal buscando o preenchimento de uma agenda positiva, voltada para soluções dos problemas mais imediatos da nossa sociedade.
Quero resgatar o orgulho de ser baiano. Este papel era desempenhado com primor por ACM quando defendia os interesses da Bahia. Responder as expectativas do nosso povo, lutando pela aprovação de propostas que tenham efeito direto na vida das pessoas: seja na segurança, na saúde, na educação para o emprego, no transporte público e ou na infra-estrutura.
Edvaldo Brito (PTB)
O senador é representante do Estado, por isso terei de fazer pela Bahia tudo o que for necessário para viabilizar o seu desenvolvimento. Seja cuidando da eficiência da sua arrecadação de recursos financeiros, seja nos meios de financiamentos mediante a facilitação de condições para as operações de crédito necessárias para esse desenvolvimento econômico.
José Ronaldo (DEM)
O municipalismo será a principal bandeira que levantarei no Senado, principalmente em relação a revisão na divisão do bolo tributário. A legislação atual comete injustiças para com os municípios, onde os impostos são gerados e retornam em parcelas insignificantes. A concentração de recursos nas mãos do governo federal, que os distribui nem sempre de forma criteriosa, pode ser mais um instrumento para as disparidades regionais e municipais, pois não há determinações claras quanto à aplicação do dinheiro arrecadado com os impostos.
Com isso, temos um governo federal rico e municípios e estados, os primeiros principalmente, sempre com o pires na mão, mendigando recursos, sem condições de atender as reivindicações e necessidades da população. Uma calamidade imprevisível, como as enchentes que ocorreram agora em Pernambuco e Alagoas, catástrofe que matou dezenas de pessoas, destruiu milhares de casas e prédios públicos.
Os dois estados não dispõem de dinheiro para atender as vítimas, muito menos os municípios. Então que enfrentar os atrasos provocados pelo excesso de burocracia, a tramitação em velocidade de tartaruga, a boa vontade do governo federal, enquanto os flagelados clamam por socorro imediato.
Edson Duarte (PV)
Continuarei lutando pela Bahia, assim como sempre fiz, defendendo os interesses do Nordeste, trabalhando no combate a seca e a desertificação, continuando minha luta pelas rádios comunitárias, pela defesa do Rio São Francisco, combatendo o Amianto, as usinas nucleares e os transgênicos. Enfim, já venho desenvolvendo trabalhos como deputado federal há algum tempo e darei continuidade a eles, porém em outro nível, como senador.
Veja a lista completa dos candidatos ao Senado pela Bahia:
Albione Silva (PSTU)
Carlos Sampaio (PCB)
César Borges (PR)
Edson Duarte (PV) Sem Coligação
Edvaldo Brito (PTB)
José Carlos Aleluia (DEM)
José Ronaldo (DEM)
Lídice (PSB)
França (PSOL)
Walter Pinheiro (PT)
Zilmar (PSOL)
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