Policial Militar está preso no Batalhão de Choque acusado de estelionato

Givaldo de Jesus é acusado de manter três laboratórios de clonagem de cartões de crédito em Salvador

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O soldado da Polícia Militar, Givaldo de Jesus Santos(foto abaixo), de 42 anos está preso no Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Lauro de Freitas acusado de clonar cartões de crédito. Ele foi preso pela Polícia Civil no Condomínio Bosque Imperial, na Avenida São Rafael. Segundo informações da Polícia Civil, Givaldo mantinha três laboratórios de clonagem na capital baiana.

O comparsa de Givaldo, Zacarias dos Santos Conceição, 33, que auxiliava o PM na ação criminosa, também foi preso no bairro de Pernambués com cerca de 2 mil cartões de crédito sem uso. No local funcionava um dos laboratórios. Os policiais da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) encontraram também cerca de 40 cartões clonados em nome do próprio policial.



De acordo com o delegado titular da DRFR, Cláudio Oliveira, a investigação começou depois que um cartão clonado da Hipercard foi descoberto por um comerciante de Recife (Pernambuco). A ocorrência registrada pela proprietária do cartão alertou a polícia civil da capital baiana."Ele chegava a vender cada cartão por mil reais. Agora vai responder pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsificação de documento particular", afirma o delegado.

Ainda segundo o delegado Cláudio Oliveira, Givaldo Dias está afastado das atividades na Polícia Militar há cinco anos por indicação médica. O policial já havia sido demitido por conduta ilícita, no entanto, acabou sendo reintegrado por força de uma liminar.

A suspeita é de que os acusados de falsificação de documentos públicos e privados agiam há mais de cinco anos. Eles usavam filmadoras próximas aos caixas eletrônicos para gravar as senhas das vítimas.

Os outros dois laboratórios funcionavam em uma casa no Candeal e num apartamento no Imbuí, todos pertencentes à Givaldo que era o líder do esquema e, além de revender cartões clonados a terceiros, também os utilizava em benefício próprio, como o cartão cristal da operadora American Express (ilimitado). O acusado possui seis táxis, um carro importado e três imóveis, um deles comprado à vista com o dinheiro dos golpes.

Na casa, em Pernambués, os investigadores da DRFR apreenderam vários cartões, entre eles cartões-presente de lojas, cartões de acesso a festas e camarotes e cartões de consumação em clubes.

Processos - Em nota, o comando da Polícia Militar comunica que o soldado Givaldo foi ouvido na Corregedoria da PM e está à disposição da Justiça. O soldado foi afastado em agosto de 2002 por problemas psiquiátricos. Ele responde a dois Processos Administrativos Disciplinares (PAD), já existentes, e a Corregedoria da Corporação abriu mais um PAD, para apurar o fato.

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